A aposta arriscada da família Bolsonaro na sucessão presidencial
A decisão de Jair Bolsonaro de apoiar o próprio filho, Flávio Bolsonaro, como pré-candidato à Presidência da República começou a mostrar sinais de fragilidade poucos dias após vir a público. Anunciada há cerca de uma semana, a escolha pretendia manter o protagonismo político da família e preservar o capital eleitoral do ex-presidente, mas os primeiros números divulgados por institutos de pesquisa acenderam um alerta vermelho no bolsonarismo.
De acordo com esses levantamentos iniciais, o presidente Lula aparece vencendo Flávio Bolsonaro com uma vantagem próxima de 15 pontos percentuais. Trata-se de uma margem considerada expressiva no cenário eleitoral e que pode, caso se consolide, abrir caminho para uma vitória de Lula ainda no primeiro turno. Esse cenário contrasta fortemente com simulações em que o próprio Jair Bolsonaro aparece como adversário, situação em que a disputa seria mais apertada e imprevisível.
O desempenho fraco de Flávio nas pesquisas reforça avaliações internas de que a escolha foi equivocada do ponto de vista estratégico. A vantagem confortável de Lula pode forçar a família Bolsonaro a repensar o plano traçado e até mesmo considerar uma troca de candidato antes que o desgaste se torne irreversível. No cálculo político, insistir em um nome pouco competitivo pode custar caro e enfraquecer ainda mais o campo da oposição. Pesquisas também indicam que outros nomes ligados à direita têm desempenho superior ao de Flávio Bolsonaro. Governadores como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema, além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, aparecem com índices menores de rejeição e maior capacidade de enfrentamento contra Lula. Esses dados expõem a fragilidade do argumento de que apenas um membro direto da família Bolsonaro conseguiria manter unida a base eleitoral conservadora.
Outro fator que pesa contra Flávio é o histórico de episódios que costumam ser lembrados por adversários e eleitores, como as investigações sobre rachadinhas, a compra de um imóvel de alto valor e questionamentos sobre sua trajetória política. Soma-se a isso a percepção de dificuldade em lidar com situações de forte pressão pública, reforçada por episódios como o desmaio durante um debate eleitoral no Rio de Janeiro, frequentemente citado por críticos. Diante desse quadro, a corrida presidencial de 2026 começa a se desenhar como menos desafiadora para Lula do que muitos imaginavam. A escolha de um candidato com menor apelo eleitoral e maior vulnerabilidade política no campo bolsonarista pode facilitar o caminho da reeleição. Resta saber se a família Bolsonaro insistirá na estratégia atual ou se, pressionada pelos números, optará por uma mudança para evitar uma derrota anunciada.
Contato para consulta com Mestre José:



0 comments:
Postar um comentário