Projeto que reduz penas expõe privilégios e enfraquece a justiça é tapa na cara da população
A aprovação do projeto que reduz as penas dos crimes ligados aos atos de 8 de Janeiro gerou forte reação de quem acredita que a lei deveria valer para todos da mesma forma. Para muitos críticos, o texto não nasceu para corrigir injustiças, mas para atender a um objetivo claro: aliviar a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao mudar regras penais justamente quando ele pode ser beneficiado, o Congresso passa a impressão de que a justiça tem tratamento diferente quando o réu é um político poderoso.
Embora o projeto afete vários condenados, o centro da discussão gira em torno de Bolsonaro. As mudanças no cálculo das penas parecem desenhadas para reduzir drasticamente sua possível condenação, o que levanta suspeitas sobre a real motivação da proposta. Quando o Parlamento altera a lei penal em um momento tão específico, a mensagem que fica é ruim: em vez de julgar pessoas com base na lei, muda-se a lei para salvar pessoas influentes.
Outro ponto criticado é o discurso dos bolsonaristas sobre os presos de 8 de Janeiro. Na prática, muitos deles não demonstram real preocupação com essas pessoas, mas usam o sofrimento dos condenados como argumento político para defender Bolsonaro. Assim, os presos viram apenas uma bandeira, enquanto o verdadeiro foco continua sendo proteger o ex-presidente e sua trajetória política.
A aprovação do projeto também escancara o jogo político nos bastidores. Há quem diga que Flávio Bolsonaro colocou a possível candidatura do pai à Presidência “à venda”, buscando apoio em troca de benefícios. O Centrão, conhecido por negociar espaço e vantagens, teria enxergado aí uma oportunidade. Nesse cenário, princípios ficam em segundo plano e decisões importantes são tomadas com base em interesses eleitorais.
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