Vitória diplomática de Lula repercute na imprensa internacional e impõe revés ao bolsonarismo
A retirada do ministro Alexandre de Moraes da chamada Lei Magnitsky ganhou destaque na mídia internacional e foi interpretada como uma vitória política e diplomática do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Jornais estrangeiros apontaram que a reversão da sanção representa não apenas uma correção de rumo na política externa dos Estados Unidos em relação ao Brasil, mas também um duro golpe para a estratégia do bolsonarismo de internacionalizar suas disputas internas e pressionar instituições brasileiras. Segundo análises publicadas fora do país, a atuação do governo Lula foi decisiva para desmontar uma narrativa construída durante o período de maior alinhamento entre Jair Bolsonaro e setores do trumpismo. A leitura predominante é a de que o atual presidente brasileiro conseguiu reposicionar o Brasil no cenário internacional, restabelecendo canais diplomáticos e reafirmando a soberania nacional diante de tentativas externas de interferência em assuntos internos, especialmente no funcionamento do Judiciário.
O Washington Post destacou que a decisão de retirar Moraes da Lei Magnitsky ocorreu “apenas quatro meses depois” da imposição da sanção, classificando o recuo como uma “significativa retração da campanha de pressão do governo Trump no Brasil”. A avaliação do jornal é de que a mudança evidencia o enfraquecimento dessa ofensiva política e diplomática, ao mesmo tempo em que reforça a capacidade do governo Lula de dialogar com diferentes centros de poder e reduzir tensões herdadas do governo anterior. Já o The New York Times chamou atenção para o caráter excepcional da própria Lei Magnitsky, lembrando que se trata de um instrumento “raramente usado” contra estrangeiros acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção. O jornal contextualizou que a sanção imposta a Moraes ocorreu em meio ao julgamento de Bolsonaro e foi acompanhada por outras medidas de pressão, como o aumento de tarifas sobre produtos brasileiros, o que reforça a percepção de uso político do mecanismo.
O diário americano também abordou a atuação de Alexandre de Moraes no combate a ameaças à democracia brasileira, ressaltando que o ministro tem agido de forma dura contra movimentos que questionam o sistema democrático. Ao mesmo tempo, o jornal reconheceu que algumas de suas decisões, como ordens de prisão relacionadas a publicações em redes sociais, são alvo de críticas e classificadas por setores como controversas ou até antidemocráticas, o que revela a complexidade do debate institucional no Brasil. No conjunto, a repercussão internacional consolida uma narrativa favorável a Lula: a de um líder que recuperou o prestígio do Brasil, neutralizou pressões externas indevidas e expôs o isolamento político do bolsonarismo no cenário global. A retirada de Moraes da Lei Magnitsky não é apenas um gesto simbólico, mas um sinal claro de que o Brasil voltou a ter peso diplomático, capacidade de diálogo e protagonismo sob a liderança do atual presidente.



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